Comprar um imóvel representa uma grande aquisição e muitos brasileiros não têm o capital necessário para realizar o investimento à vista. Uma alternativa utilizada para superar esse problema e antecipar o sonho da casa própria tem sido a contratação do financiamento imobiliário.

Porém, você conhece os tipos de financiamento de imóveis oferecidos no Brasil? No post de hoje, você vai descobrir como esses serviços funcionam, as vantagens de sua contratação e quais opções estão disponíveis. Então, continue lendo a aproveite as nossas dicas!

O que é um financiamento imobiliário?

O financiamento imobiliário é representado pela compra do imóvel que o banco faz à vista por você e cobra parcelado. A propriedade fica alienada ao banco (em nome da instituição) até que seja totalmente quitada por meio das prestações mensais.

Ao fim dos pagamentos, o imóvel pode ser passado para o seu nome, exigindo a emissão de uma nova escritura com a atualização das informações averbadas na matrícula.

Como funciona o financiamento imobiliário?

Basicamente, existem duas etapas principais para que um financiamento de imóveis seja realizado. A análise de crédito e a escolha do sistema de amortização do saldo devedor. Conheça um pouco mais sobre essas etapas abaixo!

Análise de crédito

A análise de crédito é realizada pelo banco ou construtora, quando solicitado o financiamento, para averiguar a sua capacidade de renda e orçamento familiar. Além disso, o banco verifica se você tem recursos que poderiam ser oferecidos na entrada, como FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), poupança e investimentos, com o intuito de reduzir o valor das parcelas.

Se comprovar uma renda suficiente para pagar o financiamento e não tiver restrições no CPF (pendências por atrasos de pagamentos), o banco liberará um crédito de acordo com o seu credit score e valor do imóvel.

Sistema de amortização

Após ter o crédito liberado, você deve escolher 1 entre 3 sistemas de amortização utilizados no Brasil. Alguns bancos não dão a opção de escolha, trabalhando com um modelo específico. São eles:

  • Tabela SAC (Sistema de Amortização Constante): os juros são recalculados mensalmente, após cada pagamento, em cima de um novo e menor saldo devedor. Com isso, os juros vão reduzindo junto com o montante, gerando parcelas com valores decrescentes até o final;

  • Tabela Price: a cobrança dos juros vai diminuindo enquanto o saldo devedor amortizado aumenta a cada mês. Um balanceamento é feito nesse sistema para que o valor das prestações permaneça fixo do início ao fim;

  • Tabela Sacre: é a combinação da tabela SAC com a tabela Price. Nesse modelo, o valor das parcelas cresce até a metade do financiamento e passa a decrescer até o final. Isso acontece porque a amortização do saldo devedor é crescente, chegando a um ponto em que os juros ficam bem reduzidos.

Cada sistema de amortização tem as suas vantagens e desvantagens. Nesse caso, conhecer qual será aplicada ao financiamento permite que você planeje o orçamento para não ter dificuldades no pagamento.

Quais são as vantagens de financiar um imóvel?

Se você é uma pessoa que não tem paciência de juntar e investir o dinheiro para realizar uma compra à vista no futuro, o financiamento imobiliário representa uma alternativa bastante atrativa. Você só precisa pesquisar bem as opções para contratar um serviço com taxas de juros mais baixas.

Muita gente também tem a sensação de que pagar aluguel é como jogar dinheiro no lixo. Então, se você pensa assim e puder entrar na propriedade financiada logo nos primeiros meses, poderá substituir o valor do aluguel mensal por pagamento das prestações do seu próprio imóvel. A partir daí, você passa a pagar por algo que é seu.

Quais são os tipos de financiamento de imóveis?

Além do sistema de amortização, você precisa saber em qual tipo de financiamento imobiliário se encaixa para fazer a compra ideal. Os tipos mais comuns disponíveis no Brasil estão descritos abaixo. Conheça cada um deles a partir de agora.

SFH (Sistema Financeiro de Habitação)

O SFH representa um modelo de financiamento criado pelo Governo Federal e mantido com recursos do FGTS e do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos). Ele é regido pela Lei 4.380 de 1964 e é um dos mais utilizados, já que atende valores dentro da média dos preços de imóveis no Brasil.

Para ter acesso ao SFH, o imóvel financiado deve ter o valor máximo de R$ 950 mil para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal. As demais regiões ficam com um limite de R$ 800 mil. Além disso, o valor das prestações não pode superar mais que 30% da sua renda para não comprometer o orçamento familiar.

O uso do crédito é limitado às pessoas físicas e o prazo para quitação pode chegar a 35 anos. Uma vantagem do SFH é que a taxa de juros não pode ser maior que 12% ao ano, sendo praticada na casa dos 9% em 2018. Porém, só é autorizado o financiamento de até 70% do valor total do imóvel, quando ele for usado. Quando for novo, o percentual sobe para 80%.

SFI (Sistema de Financiamento Imobiliário)

O SFI também foi desenvolvido pelo Governo Federal. A diferença é que essa modalidade visa suprir algumas carências do modelo acima. Dessa forma, permite o financiamento de imóveis com valores acima de R$ 800 mil e R$ 950 mil. A taxa de juros é mais alta para compensar o risco, ficando acima dos 12% ao ano. Em 2018, por outro lado, essa taxa girou em torno de 10% a 11,25%, acompanhando a queda dos juros registrada no SFH.

O prazo de quitação e o percentual do valor total financiado são os mesmos do SFH, com a permissão de uso do crédito também por empresas (pessoa jurídica). Os recursos são providos pelo SBPE e não há um limite de quanto as parcelas podem comprometer o orçamento familiar, tendo aí o seu risco justificado.

Programa Minha Casa minha Vida

Se você tem uma renda familiar mínima de R$ 1.800 e deseja comprar o primeiro imóvel, essa pode ser a melhor alternativa, pois foi criada pelo Governo Federal para ajudar as pessoas de baixa renda a realizarem o sonho da casa própria pagando menos. O programa permite financiar até 90% do valor do imóvel e garantir parcelas que não ultrapassem 10% da sua renda mensal.

Como os imóveis são mais baratos, geralmente entre R$ 90 mil e R$ 150 mil, e as taxas de juros menores, 5,5% ao ano em média, a quitação pode ocorrer em apenas 10 anos. O uso do FGTS é permitido nessa modalidade, desde que você tenha pelo menos 3 anos corridos de carteira assinada e devida contribuição com o fundo no período. Além disso, não pode ter outra propriedade em seu nome, principalmente no mesmo município.

É importante lembrar também que, além de conhecer os tipos de financiamento de imóveis, você deve contar com o apoio de uma imobiliária para esclarecer todas as dúvidas a respeito, ganhando agilidade e segurança no processo de compra. Afinal, os profissionais podem cuidar de toda a parte burocrática por você.

Pronto para começar? Entre em contato com a Absoluta imobiliária agora mesmo e realize o seu sonho da casa própria ainda hoje!